Lixo tóxico: Como descartar os diferentes lixos que podem prejudicar e muito o meio ambiente

Sem mesmo perceber e sem se dar conta do problema que causamos,  diariamente lidamos com lixo tóxico, responsáveis pela contaminação de solos e da água quando não descartados corretamente, ou seja, quando jogamos fora coisas que não devemos no lixo comum de nossas casas. Objetos a princípio inofensivos como geladeiras antigas, pilhas, baterias e remédios merecem uma atenção especial na hora de ir pro lixo.

 

Veja como descartar de forma adequada alguns tipos de lixo tóxico:

Pilhas e baterias: Independentemente do tipo ou do tamanho, o estrago que esses itens causam à natureza e ao homem são enormes. Quando entram em contato com o solo, a contaminação é certa e se estende às plantas e animais que vivem nesses locais.
Como descartar: envolva a pilha ou a bateria em um saco plástico, separando-o do lixo comum, e deposite em postos de coleta específicos. Se preferir, devolva-os à loja em que você comprou. As empresas de celulares Tim, Vivo e Motorola também recebem esses materiais. Procure não adquirir pilhas e baterias de origem desconhecida ou piratas. Muitos supermercados e até bancos possuem locais para descarte de pilhas e baterias.
Óleo de cozinha: Ao ser jogado pelo ralo da pia ou mesmo no vaso sanitário, o óleo de cozinha pode se acumular na rede de esgoto e, se cair em rios e córregos, impedir a entrada de oxigênio e luz na água, ocasionando a morte de peixes e plantas. (eu inclusive já falei sobre isso aqui)

Como descartar: a primeira coisa a fazer é separar uma garrafa plástica para armazenar o óleo utilizado. Quando estiver cheia, leve-a a postos de coleta autorizados. A rede de lojas de produtos naturais Mundo Verde possui pontos de coleta no Rio de Janeiro, em São Paulo e Alagoas. O grupo Pão de Açúcar recolhe óleo de cozinha nas chamadas Estações de Coleta de Óleo, que podem ser encontradas em alguns supermercados, como Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem. Em São Paulo, qualquer agência da SABESP recebe o refugo. E como já disse, dependendo do volume de óleo produzido, este pdoe ser trocado por sabão.

Eletrônicos e eletrodomésticos:  Esses metais pesados contêm cádmio, chumbo e níquel e são altamente tóxicos. Podem contaminar o solo e até mesmo o lençol freático se forem jogados no lixo comum. Além desses, outros materiais, como plástico, vidro e borracha, que também compõem esses aparelhos, demoram muito a se decompor no meio ambiente. Nas geladeiras mais antigas, há ainda outro perigo: o CFC, um gás tóxico usado no processo de refrigeração que ataca e destrói acamada de ozônio, o mesmo que compõe alguns aerossóis.
Como descartar: nunca misture esses aparelhos com o lixo comum ou doméstico. Para descartá-los, entre em contato com o fabricante e se informe se ele recebe o produto de volta, como é o caso da Tim, da Vivo e da Motorola, que fazem isso em todas as suas lojas. Também oferecem esse serviço empresas de informática como Canon, HP, Dell, Philips e Itautec. O grupo Whirlpool, responsável pela Brastemp e Consul, possui coleta dos eletrodomésticos exclusivamente na cidade de Joinville (SC).

Remédios: Após passarem do prazo, geralmente se juntam ao lixo comum. Perigo: esse tipo de produto contém substâncias químicas que podem contaminar o solo e as águas quando jogado nos aterros sanitários.

Como descartar: o descarte dos medicamentos vencidos deve ser feito, de preferência, com a própria embalagem. Em São Paulo, podem ser levados às Unidades Básicas de Saúde (UBS); em outras regiões, você deve procurar os Centros de Atendimento Público de Saúde, que deverão dar orientações sobre a destinação final dos remédios. Algumas farmácias também oferecem lixeiras especiais para descarte de medicamentos vencidos.

Lâmpadas: Armazenado dentro da lâmpada, o mercúrio é um metal tóxico. Quando a lâmpada queima, esse metal se dispersa, impregnando os materiais sólidos e ficando protegido apenas pelo vidro, que passa a ter resíduos tóxicos capazes de contaminar o solo e a água.

Como descartar: procure colocar as lâmpadas em caixas fechadas e separadas do lixo comum. Informe-se na prefeitura de seu município se há pontos de coleta do material. No Rio de Janeiro, por exemplo, existe uma lei municipal que obriga os estabelecimentos que comercializam lâmpadas fluorescentes manter recipientes para recolhimento.