Gênesis, de Sebastião Salgado, leva os extremos da terra para o Jardim Botânico

Oito anos de viagem deram origem a Gênesis, uma série de 245 fotografias tiradas em mais de 30 lugares extremos do planeta, onde a influência do homem ocidental ainda não é sentida. Foram mais de um milhão de euros investidos por ano no projeto de Sebastião Salgado, fotógrafo mineiro de 69 anos que, pra chegar às tribos isoladas e paisagens selvagens, usou barcos, canoas, helicópteros, carros e aviões.

Todo esse trabalho vai dar origem a livros, um documentário com o cineasta alemão Wim Wenders e à própria exposição, que já passou por Londres e chegou por aqui dia 28 de maio. A versão brasileira de Gênesis, instalada no Museu do Meio Ambiente, conta com uma vantagem de encher os olhos: 52 fotos externas que ficam integradas à natureza do Jardim Botânico e podem ser vistas até da rua.

A intenção da exposição é provocar um debate sobre o que precisa ser preservado no planeta, mas ao invés de reproduzir imagens dos efeitos climáticos que já podem ser sentidos, o fotógrafo resolveu confrontar o público com o que ainda há de belo e de intocado.

As cinco seções nas quais a exposição foi organizada dividem o mundo em ecossistemas:

“Planeta Sul” mostra paisagens da Antártica e, no lugar de calotas polares descongelando, o fotógrafo registra os pinguins, leões marinhos e outros animais do continente gelado. Em “Santuários” paisagens vulcânicas, animais selvagens e populações anciãs são retratadas em locais como as Ilhas Galápagos e Madagascar. “África” retrata os desertos e tribos selvagens em lugares como Botswana,  Congo e Uganda e “Terras de Norte” mostra o pico do continente americano e da Rússia, com destaque para os ursos polares e as tribos que vivem abaixo de 0°C.

As fotos são feitas no mesmo preto e branco de Trabalhadores (1986-1992) e Êxodos (1994-1999), sucessos anteriores do fotógrafo que valem ser tão vistos e revisitados quanto a exposição atual. Depois do Rio, “Gênesis” segue para o Sesc Belenzinho, em São Paulo, e deve chegar em setembro. Quem está no Rio tem até 26 de agosto pra assistir à seleção de fotos e mergulhar nesses mundos desconhecidos.

Museu do Meio Ambiente

Rua Jardim Botânico, 1008.

De terça a domingo, das 9h às 17h.

Até 26 de agosto.

Entrada gratuita.

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